Passo a Passo

Passo-a-Passo seu projeto


Construir está longe de ser tarefa difícil. Ao contrário, do início ao fim, a construção pode se transformar numa empreitada gostosa que concretiza uma realização pessoal ou familiar. Para isso, é mandatório se aliar a um bom arquiteto. Ele é o verdadeiro profissional do assunto e você não corre o risco de gastar desnecessariamente ou ter de morar/trabalhar num espaço sem estilo, pouco funcional ou até mesmo desconfortável, depois de tanto empenho e investimento.

Lembre-se, o arquiteto sabe o que é melhor para seu projeto, e somente ele pode prever ou prevenir alguns problemas e evitar alguns erros que para um leigo certamente passarão despercebidos. A grande dica é: escolha seu arquiteto como você escolhe seu médico, peça referências dele para outros clientes, e uma vez escolhido, crie com ele uma relação de confiança.

RECONHECIMENTO DO TERRENO

O trabalho do arquiteto pode e deve começar muito antes de se criar o projeto. Como bom perito, ele pode ajudar muito na escolha do terreno. Não despreze estes conselhos e vale pagar por eles. Basta acertar o valor da consultoria e nem é preciso firmar contrato para isso.

Escute com atenção as hipóteses levantadas pelo profissional. O solo é firme? O relevo facilita a construção? Bem localizado? Como está orientado em relação ao sol, chuva e vento? A área é ideal para o projeto que você deseja?

Quanto mais informações você tiver, mais rápida será a opção de compra. Facilite o serviço, armando-se com a ficha técnica do terreno, que pode ser retirada na prefeitura mediante pagamento de uma taxa. Se houver previsão de alargamento de rua ou desapropriação, ou impedimentos pela lei de zoneamento urbano para a realização da construção, a compra fica descartada e não se perde mais tempo com essa área. A busca continua, mas de forma objetiva.

PLANO EXPLORATÓRIO

Terreno fechado. Muitas ideias na cabeça e arquiteto escolhido.

Chegou o momento de falar das necessidades e dos hábitos dos futuros habitantes/usuários. Observe umas perguntas básicas:

Qual o tamanho da família ou equipe de trabalho?
No caso de família, pretendem ter mais filhos, ou em breve eles devem sair de casa?
No caso de empresa, pretendem aumentar ou diminuir a equipe?
Recebem com frequência muitos amigos ou visitantes? Para qual tipo de evento?
A área de lazer/social/funcional deve ter maior atenção no projeto do que a área intima/serviços?
Há preocupações com acessibilidade? Responsabilidade ecológica?
Quais estilos devem ser usados como referências visuais?

Prepare-se, nesse momento, para a entrada em cena de outro personagem relevante na história: o topógrafo. Ele vai executar o levantamento planialtimétrico do terreno – ou seja, uma planta de sondagem e reconhecimento do solo - em que descreve com exatidão a área e geometria do terreno, o tipo de relevo com suas alturas, e a resistência do solo para as futuras fundações. Subsidiando o trabalho de seu arquiteto.

ANTES  DE ENTRAR EM AÇÃO, O CONTRATO

Você está contratando um serviço, então é sempre bastante previdente colocar tudo no papel, preto no branco. Quem é o contratante, quem é o contratado, o que cada um se propõe a fazer. O objeto do contrato deve ficar bem claro. Desde a correta a localização do imóvel aos serviços acordados, como o número de projetos necessários para o andamento da obra, prazos de entrega destes, valor da remuneração e as formas de pagamento.

No caso do arquiteto também gerenciar as etapas da construção, esclareça qual das partes se responsabiliza pelos trâmites burocráticos e despesas acessórias. Por exemplo, quem paga a aprovação do projeto na prefeitura, você – o contratante – ou ele – o contratado?

Negociações finalizadas, o contrato deve ser registrado num cartório de registro de imóveis e no CREA – Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e Arquitetura. No CREA o documento tem um nome: ART – Anotação de Responsabilidade Técnica – e garante os direitos de cada parte envolvida no contrato.

 


PROJETO PASSO-A-PASSO

1° Passo
Depois de levantar as necessidades e anotar as solicitações, o arquiteto cria um projeto básico ou pré-projeto. Para facilitar a visualização das ideias, ele pode se apresentar munido de planta baixa e cortes esquemáticos, especificando o uso e tamanho dos ambientes, além de perspectivas das fachadas. Este é o momento ideal para tirar dúvidas, e propor alterações de todo o tipo até se alcançar os objetivos desejados.

2° Passo
Alterações feitas, o “projeto básico” é finalizado e aprovado, é hora dos cálculos. Nos projetos complementares é preciso esquematizar estruturas e fundações, instalações hidráulicas, elétricas, telefônicas, dados, ar condicionado central etc. Para essas tarefas existem especialistas. O arquiteto pode indicar os profissionais de sua confiança, e o cliente pode entrar em contato e negociar caso a caso, ou deixar tudo a cargo do arquiteto. Não se esqueça de esclarecer isso no contrato.

3° Passo
Com os projetos complementares à mão, o arquiteto está apto a preparar o “projeto de aprovação” para a prefeitura e condomínios como autor do projeto. Durante esse tempo, o cliente não fica parado, ao contrário, está providenciando a documentação do terreno, como escritura, registro do imóvel e certidão de impostos.

4° Passo
Documentos devidamente aprovados, o arquiteto parte para a elaboração do “projeto executivo”, detalhando cada aspecto da construção em si. Aqui há nuances que devem constar no contrato. Se o detalhamento for minucioso, como por exemplo, desenhos específicos para portas e janelas, o projeto custará mais do que se o profissional apenas discriminar os materiais vendidos em medidas padrão. Nesta etapa também é o momento de se escolher o responsável técnico pela execução da obra, uma construtora, ou empreiteiro de sua confiança.

5° Passo
Com o projeto executivo finalizado, você pode ou não, receber junto um memorial descritivo e uma planilha de quantidade de materiais e tipos de serviços empregados na obra. A entrega desses documentos deve ser prevista em contrato, pois são informações muito técnicas desenvolvidas por especialistas, portanto têm um custo e prazo de preparação. Agora são mãos à obra e em breve você terá o prazer de ver sua obra concretizada.

Você deve estar se perguntando: acaba aqui o trabalho do arquiteto? De fato não, ele pode lhe prestar assessoria em mais dois pontos relevantes em sua obra. Realizar o “projeto de acabamentos”, especificando detalhadamente cada item para a finalização dela, como revestimentos, cores, gesso etc e preparando-a para a próxima fase em que entra o “projeto de ambientação”, que consolida visualmente e personaliza de forma incontestável a sua construção, com móveis, iluminação, objetos decorativos e utilitários.

Ao contratar o mesmo arquiteto para criar em sequência todos esses três projetos, construtivo, acabamento e ambientação, você garante unidade visual, economia no tempo de projeto e de construção. Consequentemente reduz os custos e oferece um resultado final mais coerente.




Roberta Kassouf - Espaço Arquitetura

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